Palhaças brincam com uma criança de costas, em sala de espera do fórum.

Lei da Escuta Protegida

A Lei 13.431/2017 mudou a forma como crianças e adolescentes são ouvidos em casos de violência - e é nesse processo que o projeto Palhaços Sem Juízo atua.

O Problema

Revitimização Institucional

Antes de 2018, uma criança vítima de violência podia ser chamada a contar sua história várias vezes: para a delegacia, para o conselho tutelar, para o promotor, para o juiz. Cada repetição forçava a criança a reviver o que aconteceu. Isso tem nome: revitimização institucional — o dano causado não pela violência em si, mas pelo modo como o próprio sistema lida com ela.

Palhaça observa criança caminhando sozinha por corredor do fórum, de costas.

A Lei 13.431/2017

Dois Procedimentos, Duas Finalidades

A lei cria dois procedimentos distintos de escuta. Cada um com finalidade, ambiente e responsáveis específicos.

Procedimento 1

Escuta Especializada

Realizada pelos órgãos da rede de proteção: conselho tutelar, assistência social, saúde.

Finalidade protetiva — acolher, encaminhar, cuidar. Não produz prova judicial.

Procedimento 2

Depoimento Especial

Realizado perante autoridade policial ou judiciária, conduzido por um entrevistador forense capacitado, em sala reservada, gravado em áudio e vídeo, com sigilo absoluto.

Finalidade probatória — produz prova para o processo judicial. A criança é ouvida uma única vez.

Nossa Atuação

O Palhaços Sem Juízo atua antes do Depoimento Especial

Antes da criança ser ouvida pela equipe técnica (formada por psicólogos e assistentes sociais forenses), as palhaças acolhem crianças e adolescentes no hall de entrada, nos corredores e nas salas de espera do Fórum. É nesse tempo de espera que constroem, por meio da arte e do brincar, um ambiente de confiança, presença e fortalecimento, para que cada criança possa se expressar com mais liberdade durante o Depoimento Especial.

Palhaças acolhem crianças em sala de espera do fórum, com brinquedos e ursinho de pelúcia.
Palhaças acolhem uma criança de costas, numa sala de espera do fórum.
Equipe do Palhaços Sem Juízo em atividade no fórum.
Palhaços Sem Juízo em atividade no fórum.
Soraya Saide, fundadora do Palhaços Sem Juízo, caracterizada.

Conhecemos as crianças e adolescentes nas salas de espera da Rua 7, onde se concentram as três Varas Especiais de Crimes Contra a Criança e o Adolescente (VECCAs). Nos apresentamos como assistentes das juízas e dos juízes e iniciamos um jogo teatral, no qual as crianças são sempre as protagonistas. Não abordamos os motivos que as levaram ao Fórum. Nosso trabalho é criar um espaço de confiança, acolhimento e fortalecimento, para que se sintam seguras, pertencentes e possam se expressar com liberdade durante o Depoimento Especial, quando serão ouvidas pela equipe técnica.

Soraya Saide Fundadora da OSC Palhaços Sem Juízo

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